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Jeep Avenger 2027: tudo o que sabemos sobre o novo SUV nacional de entrada

Jeep Avenger 2027: tudo o que sabemos sobre o novo SUV nacional de entrada

A Jeep prepara a sua cartada mais importante para o mercado brasileiro neste ano. O Jeep Avenger 2027 desembarca para ocupar o posto de entrada da marca, sem aposentar o Renegade, que trouxe uma nova leva de clientes para a fabricante e aumentou sua participação de mercado no país. O mesmo sucesso é esperado do Avenger.

Eleito Carro do Ano na Europa em 2023, o modelo rompe tradições industriais da Stellantis no país. Ele será o primeiro Jeep nacional fabricado em Porto Real (RJ), fora do polo de Goiana (PE). Isso acontece porque o Avenger utiliza a plataforma CMP, a mesma arquitetura que dá vida aos “primos” Citroën C3 e Aircross.

Com o lançamento confirmado para este ano, separamos tudo o que já sabemos sobre o Avenger:

divulgação/Jeep

Mecânica conhecida

Sob o capô, o Jeep Avenger 2027 nacional terá uma solução caseira e diferente da europeia. Enquanto no Velho Continente ele usa o motor 1.2 turbo da PSA (com sistema de 48V), no Brasil a Stellantis optou pela confiabilidade do motor 1.0 turbo flex (T200) de origem Fiat. Este propulsor entrega até 130 cv e 21,4 kgfm de torque.

A grande novidade é a eletrificação. O Avenger estreará com um sistema híbrido leve (MHEV) de 12V, o mesmo que estreou nos Fiat Pulse e Fastback. Na prática, um pequeno gerador elétrico substitui o alternador e o motor de arranque. Ele não traciona as rodas sozinho, mas auxilia o motor a combustão em saídas e retomadas, reduzindo o esforço mecânico e, consequentemente, o consumo. O câmbio será o automático CVT que simula sete marchas.

Na Europa, a linha é mais vasta e inclui a versão 4xe (híbrida com tração integral e 136 cv) e uma variante elétrica com 156 cv e 550 km de autonomia. No caso do Brasil, a prioridade é o sistema flex híbrido leve, por ser produzido em Betim (MG) e ajudara reduzir a alíquota do IPI incidente sobre o veículo.

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Divulgação/Jeep

Porte de Renegade

O Jeep Avenger 2027 é tecnicamente menor que seus rivais diretos, mas promete otimizar melhor o espaço interno. Ele mede 4,08 m de comprimento — sendo 1 cm mais curto que um Fiat Pulse.

O “pulo do gato” está no entre-eixos. Graças à arquitetura moderna, ele oferece 2,56 m de espaço entre as rodas. Isso representa 3 cm a mais que o Pulse e apenas 1 cm a menos que o Renegade, garantindo um aproveitamento de cabine superior. Nas demais medidas, o SUV tem 1,78 m de largura e 1,53 m de altura.

Divulgação/Quatro Rodas

Um dos exemplos do seu espaço interno é o porta-malas. O Avenger tem 380 litros de capacidade, o que é mais do que o Renegade, que carrega 320 litros – e era ainda menor no lançamento, com apenas 260 litros de capacidade.

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O tamanho próximo do Renegade tem uma explicação. Espera-se que a segunda geração do SUV cresça, aproveitando que o Compass também ficou maior, criando uma distinção mais clara entre os três utilitários.

Avenger é o primeiro SUV elétrico da JeepDivulgação/Jeep

Produção fluminense

O lançamento do Avenger marca uma ruptura na tradição industrial da Jeep no Brasil. Ele será o primeiro modelo nacional da marca a ser fabricado fora do polo de Goiana (PE). A produção será concentrada na fábrica de Porto Real (RJ), planta herdada da PSA e que, hoje, produz apenas carros da Citroën.

Essa mudança ocorre por conta da plataforma. O Jeep Avenger 2027 é construído sobre a base modular Smart Car. É a mesma arquitetura utilizada pelos “primos” franceses Citroën C3, Aircross e Basalt. Essa sinergia industrial permite reduzir custos de produção e compartilhamento de componentes, viabilizando um preço final mais competitivo. Isso também evita um investimento maior para adicionar uma nova plataforma em outra fábrica.

Além disso, a Stellantis tem outros planos para Goiana. Além de preparar-se para fabricar a nova geração do Compass, a unidade fabril em Pernambuco irá montar carros da Leapmotor, o que ocupará o espaço restante do complexo, que já produz Compass, Commander, Fiat Toro e Ram Rampage.

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Chega defasado

A demora para o lançamento causará um problema para o Avenger nacional. O SUV já deverá chegar com o visual defasado em comparação com a Europa, onde a versão reestilizada está em testes e estará nas lojas ainda este ano.

De acordo com nossos amigos do site Autos Segredos, a Jeep planeja trazer o design atualizado ao Brasil apenas em 2028, o que dará quase dois anos de mercado antes da renovação visual. Quando for renovado, o Avenger vai ganhar alguns elementos visuais semelhantes ao novo Compass, como uma grade dianteira mais retilínea inspirada pelo SUV médio.

Divulgação/Jeep

“Básico” mas não tanto

O Avenger chega para ocupar a base do portfólio da Jeep. A estratégia da fabricante é clara: oferecer um produto mais urbano e acessível, permitindo que o Renegade foque em versões mais caras ou nichadas (como a Willys 4×4).

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Com isso, versões de entrada como o Renegade Sport devem sair de cena para abrir espaço ao novato ou serem dedicadas às vendas diretas. O Jeep Avenger 2027 deve herdar a lista de equipamentos desse segmento, oferecendo ar-condicionado digital, freio de estacionamento eletrônico e uma central multimídia flutuante (entre 8,4” e 10,1”). Para manter o posicionamento de marca premium, a Jeep não deve vacilar nos equipamentos.

Divulgação/Jeep

Um exemplo é que a marca confirmou que o Avenger será o primeiro carro da marca no Brasil com Chat GPT embarcado, graças a uma parceria entre a montadora e a Open IA. As versões mais caras ainda devem trazer um pacote ADAS bem completo, com piloto automático adaptativo e assistente de permanência em faixa.

Seus principais rivais serão as versões de topo do Fiat Pulse, Renault Kardian, Volkswagen Tera e o futuro Chevrolet Sonic.

Ainda sem valores oficiais, as projeções indicam que o Jeep Avenger 2027 atuará em uma faixa de preço estratégica. Espera-se que o modelo custe entre R$ 120.000 e R$ 150.000. Esse posicionamento o coloca exatamente abaixo da barreira atual do Renegade e do Compass, servindo como a opção híbrida mais barata da Jeep no país.

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