Haval H6 GT 2026 ganha novos suspensão e interior, mas mantém visual por R$ 325.000
O Haval H6 GT 2026 já está nas lojas, mas segue estratégia curiosa: enquanto as versões convencionais mudaram de cara, o SUV cupê esportivo manteve o visual externo intacto. A decisão da GWM atende a um pedido dos clientes, que aprovam a estética atual. Por outro lado, a marca mexeu profundamente onde os olhos não veem: suspensão, direção e interface digital foram totalmente renovadas.
Posicionado como topo de linha, o modelo custa R$ 325.000. O foco das atualizações foi corrigir as principais queixas dos proprietários e da imprensa especializada, especialmente no comportamento dinâmico em vias brasileiras.
Mais torque
O conjunto mecânico híbrido plug-in (PHEV) mantém um motor 1.5 turbo a gasolina a dois motores elétricos (um em cada eixo), garantindo tração integral. A novidade está na eficiência térmica do motor a combustão, que agora chega a 41,5%, e no leve ganho de força.
Haval H6 GT 2026 já tem o “GWM” no meio da tampa, no lugar do “Haval”Divulgação/GWM
A potência combinada permanece em 393 cv, mas o torque subiu para 78,7 kgfm — um ganho de 1,0 kgfm em relação à linha anterior. O sistema é gerenciado pela transmissão híbrida dedicada (DHT) de duas marchas, que prioriza a tração elétrica na maior parte do tempo. A bateria de 35 kWh (nominalmente arredondada, antes chamada de 34) oferece autonomia elétrica de 119 km pelo padrão Inmetro (ou 170 km no ciclo WLTP).
O fim das batidas secas?
A maior evolução técnica do Haval H6 GT 2026 está na suspensão. A GWM instalou novos amortecedores com recalibração de fluxo de óleo e, o mais importante, adicionou batentes mecânicos. Na prática, isso promete eliminar as batidas secas de fim de curso em lombadas e buracos, uma característica crítica do modelo anterior.
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GWM Haval H6 GT 2026Divulgação/GWM
O sistema de freios também mudou. Sai o servofreio a vácuo convencional e entra um atuador elétrico. A promessa é de um pedal com resposta mais progressiva e linear, reduzindo aquela sensação de “degrau” comum em carros híbridos que alternam entre frenagem regenerativa e hidráulica.
A direção também foi revista. O volante é novo, com aro mais espesso, base achatada e pegada anatômica, buscando transmitir mais esportividade e firmeza em velocidades de rodovia.
Interior e equipamentos
GWM Haval H6 GT 2026Divulgação/GWM
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Se por fora o GT é o mesmo, por dentro é outro carro. O painel foi redesenhado para receber a nova central multimídia de 14,6 polegadas (antes eram 12,3″). A tela agora roda o sistema operacional Coffee OS 3, com processamento mais rápido, resolução Full HD e menus simplificados para reduzir a distração ao volante.
GWM Haval H6 GT 2026Divulgação/GWM
A ergonomia foi aprimorada com o retorno de botões físicos táteis. No volante, saem os comandos touch confusos e entram dois roletes giratórios para controlar volume e quadro de instrumentos, que tem 10,25 polegadas e novos layouts. O carregamento por indução no console também ficou mais potente, saltando de 15 W para 50 W.
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No acabamento, a versão GT se diferencia pelos bancos em preto com apliques de camurça e logotipos GT bordados em vermelho, além de cintos de segurança na mesma cor. O pacote de ADAS segue completo, mas agora com operação mais fluida graças ao novo software.
GWM Haval H6 GT 2026Divulgação/GWM
O Haval H6 GT 2026 desembarca para enfrentar rivais como o BYD Song Plus Premium (embora menos potente) e versões de entrada de marcas premium, como Volvo e BMW. Com preço de R$ 325.000, ele cobra pela performance extra e pelo estilo cupê, mantendo-se como o “carro de imagem” da GWM no Brasil.
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